Eu não quero mais ouvir político falar de sustentabilidade, saúde, educação, moradia, feitos anteriores, bolsa tudo quanto é coisa, dinheiro em cueca, violência familiar, auxílio pra narcótico. Fazem anos e anos que os mesmos assuntos são abordados, a muitas e muitas gerações. Há um progresso, de fato. Mas é lento, tão lento que talvez em quinze ou vinte gerações, vamos estar quase lá. O 'amplo progresso entre zero e um' já dito pelo Dead Fish, é frustrante de ver, de ouvir e ainda mais de sentir interesse.
Também não quero mais ver o povo reclamando na frente da televisão esperando a novela das nove começar. Recuso-me a escutar críticas sobre a copa do mundo no Brasil, ou os lamentos de programas sensacionalistas.
Somos um mais acomodado que o outro, afinal ninguém vai estar vivo pra ver a mudança, nos contentamos com um milhão de viaturas nas ruas dando enquadro em maconheiro, pra estampar no rosto de quem caminha por perto um sorriso ao sentir uma segurança de faixada. Enquanto são poucos os que lembram ou sabem que enquanto um ou outro usuário perde cinco reais de maconha, a polícia ganha cinco mil indo chantagear os donos da biqueira na favela alí do lado.
Falar da educação também tá um verdadeiro porre. O problema não é o aluno passar ou não sem aprender, o negócio é tentar perceber o porque ele não aprende. Se pensar bem, é melhor mesmo repetir vários alunos, assim eles desanimam de fazer a mesma série mais uma vez e desistem logo de estudar, o tal político fica bem falado e as ruas mais lotadas, mais barraquinhas na feira.
Tá tudo tão as margens que eu não sei mais se me ausento ou se caminho contra um fluxo de falta de educação, atrocidades e uma desigualdade que me faz ter vontade de vomitar. Sou frustrada com muita coisa, mas a pior delas é por ser mais uma pessoa no mundo que só tem o poder de fazer um punhado de reclamações sentada na frente do computador.
Apesar da frustração, seguimos com esperança e não é por haver alguma irônia, acontece que viver com as reclamações, acaba tornando tudo o que está errado muito pior e se existe o sorriso, vou é procurar um motivo pra sorrir e me agarrar com todas as forças ao que eu já tenho, evitando assim que eu me perca nessa alienação doentia.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Pode não ser fixo.
Faz umas duas horas que eu estou sentada na frente do computador encarando uma folha de papel em branco como se nela houvesse alguém para me soprar o começo de um depoimento que preciso fazer para a aula de Português. Porque todo mundo sabe, o difícil é o começo.
Eu nunca fui organizada, mas eu sei que de alguma forma, eu dou um jeito sempre. Sou péssima em exatas e definitivamente é muito complicado entender a lógica de uma equação. Queria número em contas, não letras. Ainda não aprendi a fórmula mágica para multiplica-las ou dividi-las, mas eu aprendo. Esqueço nomes, não consigo arrumar a minha cama por mais de três dias, passo semanas sem postar no blog, pois por mais que eu goste, me falta paciência. Aliás, de vez em quando me falta paciência pra tudo, pra escutar, pra tentar entender e pra explicar.
Ainda sim, existe uma coisa da qual nunca me falta tempo e algumas vezes até pego o tempo das outras coisas para fazer planos, eu gosto de planejar, qualquer coisa. Mesmo que não dê certo, sinto que é de extrema importância ter uma referência, por mais que ela não seja fixa ou não tenha fundamento, não deixa de ser um bom começo. Mude quantas vezes for, tenha os defeitos que tiver, mas não deixe de correr atrás do que você considera importante e se por acaso parecer cansativo de vez em quando, descanse, não desista.
Eu nunca fui organizada, mas eu sei que de alguma forma, eu dou um jeito sempre. Sou péssima em exatas e definitivamente é muito complicado entender a lógica de uma equação. Queria número em contas, não letras. Ainda não aprendi a fórmula mágica para multiplica-las ou dividi-las, mas eu aprendo. Esqueço nomes, não consigo arrumar a minha cama por mais de três dias, passo semanas sem postar no blog, pois por mais que eu goste, me falta paciência. Aliás, de vez em quando me falta paciência pra tudo, pra escutar, pra tentar entender e pra explicar.
Ainda sim, existe uma coisa da qual nunca me falta tempo e algumas vezes até pego o tempo das outras coisas para fazer planos, eu gosto de planejar, qualquer coisa. Mesmo que não dê certo, sinto que é de extrema importância ter uma referência, por mais que ela não seja fixa ou não tenha fundamento, não deixa de ser um bom começo. Mude quantas vezes for, tenha os defeitos que tiver, mas não deixe de correr atrás do que você considera importante e se por acaso parecer cansativo de vez em quando, descanse, não desista.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Sobre quem vaga.
Ela enxerga, mas não tem pra onde olhar, não quer olhar pra nada. Seus olhos vagam tão secos, sem brilho, a claridade deles espanta por nem se quer expressar indiferença. Antes houvesse um odio dos outros como prova de que eles presenciam alguma forma de vida, nem isso. A decepção é interna, aqueles olhos externos são faixada, apenas para compor uma forma humana, a parte que enxerga está virada para dentro, parte dela que me causa mais remorso.
Antes a dificuldade terminasse nos insultos que ela orgulhosamente faz sair dos lábios pálidos enquanto bagunça o cabelo sempre com o mesmo movimento, antes eu continuasse intimidada por um semblante totalitarista e não precisasse descobrir que todos esses detalhes são parte de uma armadura de guerra, daquelas complicadas que só se coloca ou tira com ajuda e no final da batalha. Vestindo ela, sua segurança parece estar intacta, o que é viável só até chegar a hora de dizer: 'Missão cumprida, os tempos de guerra agora são parte do passado!' Embora a guerra já tenha chegado ao fim, a armadura ainda lhe oferece proteção, o que te faz permanecer com ela, não importa se é pesada ou desconfortável, acostumou-se com sua missão de permanecer viva, esquecendo-se de que o propósito de permanecer vivo executar a ação, no caso: viver.
Não vejo vida em seus olhos que vagam, não percebo ódio em seus insultos, menos ainda outros detalhes para a minha descrição, o tempo que passei observando-a foi todo destinado a tentar encontrar um motivo para tanta desilusão, não sei. Que seja mais um dos meus exageros, seria melhor assim.
Antes a dificuldade terminasse nos insultos que ela orgulhosamente faz sair dos lábios pálidos enquanto bagunça o cabelo sempre com o mesmo movimento, antes eu continuasse intimidada por um semblante totalitarista e não precisasse descobrir que todos esses detalhes são parte de uma armadura de guerra, daquelas complicadas que só se coloca ou tira com ajuda e no final da batalha. Vestindo ela, sua segurança parece estar intacta, o que é viável só até chegar a hora de dizer: 'Missão cumprida, os tempos de guerra agora são parte do passado!' Embora a guerra já tenha chegado ao fim, a armadura ainda lhe oferece proteção, o que te faz permanecer com ela, não importa se é pesada ou desconfortável, acostumou-se com sua missão de permanecer viva, esquecendo-se de que o propósito de permanecer vivo executar a ação, no caso: viver.
Não vejo vida em seus olhos que vagam, não percebo ódio em seus insultos, menos ainda outros detalhes para a minha descrição, o tempo que passei observando-a foi todo destinado a tentar encontrar um motivo para tanta desilusão, não sei. Que seja mais um dos meus exageros, seria melhor assim.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Sobre o sistema
Que a sociedade tende a impor os nossos pensamentos de certo e errado para um tipo de sistema, ou lavagem cerebral (se preferir), não é novidade. Desde que nascemos estamos subordinados a viver em busca de conquistas; vamos dizer melhor, crescemos mesmo sem perceber procurando ser ponto de referência, o tal do 'motivo de orgulho' e nos acostumamos com isso. Um exemplo básico é a existência de 'ídolos' em nossas vidas, palavra que por sinal lembra mídia, mais especificamente a televisão que é um dos maiores problemas de alienação, vulgo informação.
O problema não é a televisão, ou a questão querer ser motivo de orgulho e sim que nos tornamos uma sociedade quadrada: Todos os lados são iguais! Inclusive o desejo de ser chamado de melhor, não importando muito o motivo ou os meios, o que importa mesmo é o conforto que tal título pode trazer.
Essa cobiça por bem-estar social passou a ser tão grande que transformou-se em um paradoxo, pois passamos a fechar os olhos e mais do que isso, aprendemos a conviver com questões que de longe são inaceitáveis, o que ninguém percebe é que fazendo isso, a busca por 'bem-estar' passa a ser em vão.
A acomodação é cada vez pior, são reclamações e visões de atrocidades diárias que não acabam mais e não é mudando de canal que se resolve. A escola virou comércio, os alimentos são lixo e o pior é que absolutamente qualquer forma de protesto vira banal ou motivo de riso! Deve ser esse o problema, damos risada da probreza, do preconceito, fazemos piada dos nossos conceitos e até o amor estão querendo abolir. Viramos comediantes natos para disfarçar o caos que se mostra cada vez mais incontrolável, adotamos uma política de buteco só para não deixar o cargo vazio. E os jovens então? Acredito que se nos chamarem de babacas ainda é elogio considerando a forma que somos vistos e que nos mostramos. A solução para os problemas tem sido achar um modo de amenizar, esconder, porque abolir dá muito trabalho e ninguém quer se esforçar muito.
Perceber todos esses problemas não é tão complicado, o que acontece é o esperado: É menos trabalhoso continuar seguindo o fluxo do que tentar andar no sentido contrário do um estilo de vida que nos acostumamos. Não é nada fácil quebrar um sistema de décadas. O que não podemos esquecer é que cada vida é um mundo e o direito de escolha ainda está valendo para todas as pessoas. De vez em quando faz bem ir até o dicionário e ler o significado de possilidades. Não aceitar sempre o que nos é oferecido e procurar o que nos agrada é uma possibilidade, pode não ser a mais viável, mas é o melhor começo para fugir desse padrão auto-destrutivo de humanismo atual.
O problema não é a televisão, ou a questão querer ser motivo de orgulho e sim que nos tornamos uma sociedade quadrada: Todos os lados são iguais! Inclusive o desejo de ser chamado de melhor, não importando muito o motivo ou os meios, o que importa mesmo é o conforto que tal título pode trazer.
Essa cobiça por bem-estar social passou a ser tão grande que transformou-se em um paradoxo, pois passamos a fechar os olhos e mais do que isso, aprendemos a conviver com questões que de longe são inaceitáveis, o que ninguém percebe é que fazendo isso, a busca por 'bem-estar' passa a ser em vão.
A acomodação é cada vez pior, são reclamações e visões de atrocidades diárias que não acabam mais e não é mudando de canal que se resolve. A escola virou comércio, os alimentos são lixo e o pior é que absolutamente qualquer forma de protesto vira banal ou motivo de riso! Deve ser esse o problema, damos risada da probreza, do preconceito, fazemos piada dos nossos conceitos e até o amor estão querendo abolir. Viramos comediantes natos para disfarçar o caos que se mostra cada vez mais incontrolável, adotamos uma política de buteco só para não deixar o cargo vazio. E os jovens então? Acredito que se nos chamarem de babacas ainda é elogio considerando a forma que somos vistos e que nos mostramos. A solução para os problemas tem sido achar um modo de amenizar, esconder, porque abolir dá muito trabalho e ninguém quer se esforçar muito.
Perceber todos esses problemas não é tão complicado, o que acontece é o esperado: É menos trabalhoso continuar seguindo o fluxo do que tentar andar no sentido contrário do um estilo de vida que nos acostumamos. Não é nada fácil quebrar um sistema de décadas. O que não podemos esquecer é que cada vida é um mundo e o direito de escolha ainda está valendo para todas as pessoas. De vez em quando faz bem ir até o dicionário e ler o significado de possilidades. Não aceitar sempre o que nos é oferecido e procurar o que nos agrada é uma possibilidade, pode não ser a mais viável, mas é o melhor começo para fugir desse padrão auto-destrutivo de humanismo atual.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
A clockwork Orange.
O básico: A clockwork Orange, popularmente conhecido como 'Laranja Mecânica' é um clássico de 1971 dirigido por Stanley Kubrick, adaptação do romance de Anthony Burgess (1962).
Os detalhes: Tenho para mim que mesmo sem a maioria dos recursos que temos atualmente, não haverá filme mais fantástico em cada detalhe. Um cenário de deixar qualquer pessoa tonta com tantas luzes, cores, objetos abstratos e exagerados. Uma trilha sonora sublime que conta com Henry Purcell proporcionando um pavor a cada momento de tensão da história e 'singin in the rain' tornando cômica a cena mais cruel do filme. Não entrarei em detalhes sobre o elenco porque sinceramente é impossível prestar atenção em qualquer outra atuação quando temos em vista Malcon McDowell e o seu personagem anti-heroi Alex DeLarge.
A trama: Trata-se de um jovem muito educado fã de música clássica e praticante do que chama de ultraviolência. É lider de uma gang que posteriormente o trai em um dos assaltos que eles praticavam frequentemente, o que causa a prisão de Alex, que é agravada pela morte da vítima do assalto devido a violência. Conclusão: Alex é um assassino!
A prisão de Alex ocorre paralelo a um projeto; o tratamento Ludovico, que é um tipo de terapia que foi criada pelo governo na tentativa de acabar com a criminalidade. Como o tratamento estava em teste, precisaria de voluntários, então Alex sabendo que o tratamento o faria sair depressa da prisão, decide ser voluntário.
Passando o tratamento que o deixa sem capacidade de defender-se, devido a um tipo de lavagem cerebral por conta das drogas e dos filmes exibidos durante os 15 dias de terapia, Alex volta para casa, onde descobre que os seus pais passaram a viver como se ele nunca houvesse existido. Sem lugar para morar, ele começa a andar desnorteado, o que resulta no encontro dele com algumas de suas vítimas que certamente, não o tratam de forma receptiva.
Daqui pra frente, não vale a pena contar os detalhes, porque resultaria no final do filme e não tem a menor graça saber o final da história antes de assisti-la.
A conclusão: O que diferencia a Laranja Mecânica, é como ele mostra de forma explícita o interesse de todas as pessoas em olhar a situação seja ela qual for, apenas para o seu próprio benefício. Isso fica claro no tratamento proposto pelo governo que deixa as pessoas incapazes de agir até mesmo para sua própria defesa e nas atitudes das pessoas ao encontrarem o Alex, lembrando também da falta de estrutura familiar que é mostrada desde o começo do filme. É uma história de quse cinco décadas que não foge nem um pouco da realidade em que vivemos. Os problemas sociais são tratados exatamente com a mesma banalidade e os crimes cometidos por Alex parecem pequenos perto do que assistimos diariamente.
Os detalhes: Tenho para mim que mesmo sem a maioria dos recursos que temos atualmente, não haverá filme mais fantástico em cada detalhe. Um cenário de deixar qualquer pessoa tonta com tantas luzes, cores, objetos abstratos e exagerados. Uma trilha sonora sublime que conta com Henry Purcell proporcionando um pavor a cada momento de tensão da história e 'singin in the rain' tornando cômica a cena mais cruel do filme. Não entrarei em detalhes sobre o elenco porque sinceramente é impossível prestar atenção em qualquer outra atuação quando temos em vista Malcon McDowell e o seu personagem anti-heroi Alex DeLarge.
A trama: Trata-se de um jovem muito educado fã de música clássica e praticante do que chama de ultraviolência. É lider de uma gang que posteriormente o trai em um dos assaltos que eles praticavam frequentemente, o que causa a prisão de Alex, que é agravada pela morte da vítima do assalto devido a violência. Conclusão: Alex é um assassino!
A prisão de Alex ocorre paralelo a um projeto; o tratamento Ludovico, que é um tipo de terapia que foi criada pelo governo na tentativa de acabar com a criminalidade. Como o tratamento estava em teste, precisaria de voluntários, então Alex sabendo que o tratamento o faria sair depressa da prisão, decide ser voluntário.
Passando o tratamento que o deixa sem capacidade de defender-se, devido a um tipo de lavagem cerebral por conta das drogas e dos filmes exibidos durante os 15 dias de terapia, Alex volta para casa, onde descobre que os seus pais passaram a viver como se ele nunca houvesse existido. Sem lugar para morar, ele começa a andar desnorteado, o que resulta no encontro dele com algumas de suas vítimas que certamente, não o tratam de forma receptiva.
Daqui pra frente, não vale a pena contar os detalhes, porque resultaria no final do filme e não tem a menor graça saber o final da história antes de assisti-la.
A conclusão: O que diferencia a Laranja Mecânica, é como ele mostra de forma explícita o interesse de todas as pessoas em olhar a situação seja ela qual for, apenas para o seu próprio benefício. Isso fica claro no tratamento proposto pelo governo que deixa as pessoas incapazes de agir até mesmo para sua própria defesa e nas atitudes das pessoas ao encontrarem o Alex, lembrando também da falta de estrutura familiar que é mostrada desde o começo do filme. É uma história de quse cinco décadas que não foge nem um pouco da realidade em que vivemos. Os problemas sociais são tratados exatamente com a mesma banalidade e os crimes cometidos por Alex parecem pequenos perto do que assistimos diariamente.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
As quatro palavras.
Encosto a cabeça no travesseiro, é quando começo a compartilhar meus segredos com ele, na esperança de não obter resposta, fico frustrada. Por mim, eles permaneceriam só com o travesseiro mesmo, acontece que todas as noites é como se houvesse uma voz dentro dele que me diz o tempo inteiro que todas aquelas coisas não podem ficar por isso mesmo. Bom tempo depois, finalmente sou vencida por vozes que insistem susurrar em meus ouvidos, uma pressa toma conta de mim, nessas horas já perdi o sono e percebo-me possuida por um anseio que só faz aumentar, o telefone não adianta porque as palavras são limitadas e isso é SUFOCANTE, as cartas não são mais do que um oitavo de repetições necessárias, mas não para aquele momento. Precisaria te-lo ao lado, para observa-lo rindo, para ter os abraços, os sorrisos e aqueles outros gestos que eu não consigo explicar. Confesso que essas reações são tão DESESPERADORAS que dão a impressão de que os segundos passam carregando pedras gigantes. Mesmo as noites demorando pra passar, uma caracteristica delas é eu estar sorrindo o tempo inteiro, de lembrar como é SUBLIME um beijo te deixar sem conseguir respirar e um sorriso traduzir o que lingua nenhuma diz. Enquanto escuto esses susurros noturnos e espero pegar no sono, fico achando um pouco injusto toda essa EUFORIA ser tão inexplicavel. Acontece que no fundo eu sei que desejo não ter essa explicação por todos os dias da minha vida, sendo essa a minha forma de medir o quanto vale a pena.
domingo, 20 de junho de 2010
Ajuda.
A cama não é tão pequena assim, mas parece não satisfazer o corpo de tanto que me reviro todas as noites. Da mesma forma que o quarto não está gelado, mas eu puxo os cobetores até o nariz, como se o frio fosse absurdo e não adianta fechar as janelas, não paro de puxa-los enquanto aumento a música para abafar as vozes. Pois bem, não há voz, não há ninguém, não é a falta de espaço e não sinto frio. O problema é a impaciência, não consigo formar as frases dentro da minha cabeça, por mais que eu pense, que eu sinta e que eu saiba, o que quero dizer não sai. As lembranças surgem e toda as reações que o meu corpo tem, tanto por dentro como por fora, simplesmente não permitem que eu diga qualquer coisa, minha voz falha. São frações de segundos pra tudo isso acontecer, ansiedade, felicidade, agitação e um anseio infinito e vão de dizer o que não existe explicação. Essa incapacidade é tão frustrante, embora seja impossível não dar risada sabendo que ela existe.
Amor não descreve, talvez chegue aos pés. Ajuda, ajuda.
Amor não descreve, talvez chegue aos pés. Ajuda, ajuda.
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