quarta-feira, 7 de março de 2012
Vejo.
Particularmente, vejo nos olhos em locais públicos, uma graça sem igual. Eles se movem o tempo inteiro. Imagino ser um tipo de desespero da população. Quando há rotina, o caminho para os compromissos nada mais é do que o obrigatório, por isso a movimentação dos olhares. O comum apavora, quase ninguém sabe, mas não existe largado por ai, um só ser humano que goste de saber o que vai acontecer. Toda a agitação de olhares é a procura de algo (qualquer coisa) pra prender a sua atenção. Não existe graça na certeza, na rotina, na clareza. Agora, o caminho para os compromissos, torna-se maior do que uma obrigação e quem sabe, lá no fundo, ele bem que poderia se transformar no momento em que a sua vida muda.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Entendi a questão de falar tanto da falta de sono. Você descobre que não está bem, quando encosta o corpo na calmaria do colchão e ele parece ser uma cama elástica de tanta bagunça que seu corpo faz nele. O sono é o maior de todos os sinais de estado de espírito. Se está bem, dorme bem. Ninguém perde o sono por causa de sorrisos, talvez pela saudade deles, mas por um sorriso em si não. Pelo contrário, dorme mais rápido pra tentar encontrar um desses em sonhos. Falta de sono é cabeça cheia, é preocupação, é não saber o que quer, ou querer demais.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Devaneio N°1
No fim, é como se tudo fosse um pano limpo por cima da bagunça que existe dentro dela. A música que ela acompanha com leves sussurros de uma parte ou de outra passa por despercebido em teus lábios. Ela têm lido toneladas de livros, um atrás do outro, pra simular ocupação. Dorme tarde e acorda cedo, como se no decorrer do dia fosse fazer algo de muito importante. E no fundo faz; mas guarda pra sí. Não entende como foi deixar tudo tão inquieto lá dentro. São vozes graves, resto de pesadelo, madrugada bonita, espera por ligação, olhos escuros e claros, cabelos e gestos, uma mistura de tudo e todos, mistura do que não deveria nem estar perto, do que deveria ser pessoal e virou público. Loucura!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
O fazer virar flor.
Leviano é quem diz que nem tudo são flores. Até mesmo a mais linda das rosas murcha, ou o mais encantador dos cravos não deixa de nascer amarrotado e assim permanece até o fim, nem toda tulipa fica nem um lindo e perfumado jardim, nem todo jardim é limpo. Há defeito em tudo e talvez a falta do encanto nesses últimos tempos tem deixado o feio e incômodo mais aparente. Pensando melhor, percebo que não é a falta de encanto e sim mais um dos grandes problemas do errante, a falta de atenção, de percepção. O desajeitado tem sua graça, o estranho é excêntrico, o exagerado peca no excesso, mas ao menos tenta. Só o que perde o charme nesse mundo é o vazio. Antes ter milhões de erros aparentes do que não ter nada. Se olharmos com calma, o cru, tem sua beleza, desde que exista. Se olharmos com calma e atenção, tudo vira flor.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Breve.
'Perco a pose, mas não deixo o que é bom de lado'... Quando a gente precisa ser forte pro nosso próprio bem, as onças parecem fracas perto do nosso objetivo. Não é egoísmo, é foco.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Mal da humanidade autoritária.
Pois eu vivo falando dos meus desgostos, amores e medos. Penso se talvez as paredes ao redor do pequeno espelho não me aguentam mais. Não é solidão, nem medo. Certa vez, no quente da noite de janeiro, voltava do meu antigo trabalho e alguns motivos me obrigaram (de modo agradável) sentar ao lado de um magrelo tatuado que as vezes eu chamo de Bob, ao lado do artista de 60 quilos, sentou uma conhecida dele que gostava de astrologia. Ao desenvolver da conversa entre nós três, ela me pediu para que eu escrevesse meu nome em um papel e sem pensar muito, disse que tenho um ego enorme. Talvez seja isso. Falar de mim é o que eu sei fazer, é a exatidão. Ensaio devaneios profundos e desnecessários sem perceber, me irrito algumas vezes, por não conseguir parar com o meu costume de gostar tanto de falar de mim. É o mal da humanidade autoritária. Desorganizada, desobediente, mandona, falante, cheia de idéias. Nunca tive medo de me fazer aparecer, destacar. Quero crescer muito, quero ser vista, eu tenho cara, coragem e estou aqui.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Tenho ficado mais descrente de que as coisas vão dar errado, se caso acontecer, não tem problema, deixo passar. Vinha enlouquecendo aos poucos, sem motivo, até que no começo da semana, me surpreendi com a cena mais terrível que meus olhos já fitaram e honestamente, depois daquilo, tudo o que vier é lucro. Tenho saúde e sou capaz de amar, pronto.
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